Acordei revirando o mundo, nos meus cobertores branco e preto.
Querendo agarrar a felicidade sem humildade nos dedos.
Sem medo da morte.
Sem nenhuma vergonha da sorte.
Sem casa.
Nem documento.
A realidade some.
No fundo do copo da bebida.
Que me consome.
Lucidez de uma alma sem corte.
Na mesa alguns risos.
Na vida alguns riscos.
Abre as cortinas pra liberdade.
O amor não existe.
E quem me consola é a.
Minha virtude.
Que desaparece no meu egoísmo.
Boiando no copo de whiskey.
Na brasa da minha paixão
misturada com cinzas de cigarro.
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