segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mais se a vida vale, qualquer outra coisa vale

Porque aqui é bem e mal, e os dois misturados

Quem nunca fez o mal, que fale!

Os trilhos do nosso trem

Trem, chamado vida

Um vai outro vem

Sem pedir licença

Alguns pra sempre

Alguns só presença

A vida um dia morre

Esse é o segredo dela

Sem piedade e nem dó

Ela vai, e vai só.

A morte é como amar

É preciso morrer pra saber

E o amor, é preciso voar

Velejar

Sonhar

Flutuar

Olhar

Esperar

Gargalhar

E chorar

E somente quem conhece o amor

Sabe o que é amar.

Nossa história, somos nós que vamos desenhar

E colocar

Cada pessoa em seu vagão certo

Sem esperar a paisagem passar.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Acordes doces de uma melodia

São belos os sorrisos das pessoas

Que já amamos um dia

Um dia passado

Bem distante

E uma foto de presente

Na minha estante

O por do sol indo bem de vagar

Junto á ele a juventude

Sem pressa pra amar

Descalço desenhei os traços do rosto meu

Na areia da praia bonita

Sem precisar saber se meu coração era seu

Já não me importava

Mas tão pouco notava

Que os olhos que brilhavam

Em minha direção, eram seus

E meu destino marcado

Nunca disse adeus

Fiz as pedras de cama, e sua perna travesseiro

Fiz sua boca desejo

E seu amor sombreiro

Pois já não importava

Já tinha minha juventude

Numa caixinha que não tapava

Quanto a tampa já não sei

Mais encontrei o que eu procurava...

domingo, 12 de setembro de 2010

Gente Humilde

"Tem certos dias Em que eu penso em minha gente E sinto assim Todo o meu peito se apertar Porque parece que acontece De repente Como um desejo de eu viver sem me notar Igual a tudo, quando eu passo Num subúrbio Eu muito bem, vindo de trem De algum lugar Aí me dá uma inveja Dessa gente Que vai em frente Sem nem ter com quem contar São casas simples Com cadeiras na calçada E na fachada, escrito em cima Que é um lar Pela varanda, flores tristes E baldias Como a alegria que não tem Onde encostar E aí me dá uma tristeza No meu peito Feito um despeito de eu não ter Como lutar E eu não creio Peço a Deus por minha gente É gente humilde Que vontade de chorar" Vinicius de Morais

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Meu Sol

Borbulha em mim

A sede que não passa

Do seu amor sem fim

Permanece o vulcão

De desejos

Vivo, que só vendo

Pior que isso só paixão.

Vem, corre em minha direção

O tempo já não importa

Os caminhos,

Ou as portas

Deita do meu lado, e feche os olhos de vagar

Como quem gosta de amar

Para no outro dia, com o sol já nascendo

Com aconchego, te ver se mexendo

Mexendo meu coração

Minha alma, já pra lá

Bem longe

Nem sei onde

Pra lá, do seu horizonte mais belo

Seu sorriso mais singelo

E meu amor mais sincero.