quarta-feira, 9 de maio de 2012


Me faço de escrava
Do seu sorriso tolo
E do teu dente que me crava
Em meio ao nosso amor bobo.

Me faço de refém
Do teu olhar
E me pergunto o tempo todo
“Será que você vem?”
Me falta o ar
Só de pensar
Nas tuas mãos ao meu corpo a passear.

Me faço de calada
Pra ouvir tua voz
Fazendo carnaval
Na minha madrugada;

Me faço de palhaça
Só pra ver tua gargalhada
No meu circo da desgraça.
O tempo é tão pequeno
Mas nada importa...
Enquanto tiver  você assim, sereno.

Hoje você vem?
Esquece o relógio.
Esquece o tempo que a gente tem.
Mas diz que você vem...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Eu não sei, e não quero saber porque o amor tem esse dom de nos deixar felizes e completos e em seguida fazer a gente chorar. Eu não sei e nem quero saber que antes estávamos rindo de tudo sem motivos, as brigas bobas que nos serviam para nos amar mais e mais, com um pedido de desculpas, um olho cheio de lagrima, e a língua faminta de amor. As suas mãos serenas no meu cabelo meio no seu peito. Eu nunca dizia nada, porque adorava ouvir seu coração bater no silencio da casa vazia. Sua camisa era meu vestido, e meu olhar caminhava pelo teu corpo como se tudo fosse perfeito só por ter você.
Foram tantos dias e noites do seu lado, tantas risadas, beijos, abraços, ombro amigo, carinho, fotografias, brincadeiras. Me dói saber que hoje nem “oi” restou, nem “boa noite” nem “boa tarde” e nem “adeus”. Só aconteceu, ficamos sem nada, sem nenhuma despedida se quer, nenhuma despedida descente. Apenas fomos seguir nossos caminhos. E a única coisa que entorta minha estrada agora, é sua falta. Falta do seu sorriso, do seu cheiro, seus lábios, seus olhos, de cada pequeno detalhe seu, do que fomos antes e hoje já não somos, "eu te amo" no pé do ouvido, olho no olho, mão na mão, por do sol, constelações, domingos, férias, noites sem rumo, encontros, desencontros, tempo, amor, adeus.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O céu azul de verão

Esparramando as nuvens

Clichês, desenhadas algodão.

Os dias quentes de final de fevereiro

Brasil, meu Brasil.

Brazil do mundo inteiro.

O tempo que ontem lento

Hoje passa correndo

Gritando aos quatro ventos

Que a pátria continua crendo

Na beleza do verde e amarelo

Que hoje caminha o cinza

Do nosso país singelo.

Um dia o índio pisou nesse chão

Que ainda nativo

Hoje quem pisa é ladrão

É bandido.

Mas ainda ei de ter esperança

Pois nossa terra amada

Não idolatrada

Foi a nossa maior herança.