sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Papel, cor, e amores.

Nunca quis tanto ser um papel

Começar branco

E acabar no céu

Ser desenhada pelas mãos de santo

De inferno, só nos bancos

Mais jamais terminar em branco.

Ser desenhada grande ou pequena

Com amor nos dedos

Queria ser uma cena

Os pingos coloridos, tão cedo

Ser madrugada serena.

Quero ser as letras de uma canção

De um amor mal resolvido

Ou de pedaços de um coração

Serei assim absorvido

Todo o mal entendido

Da vida de quem vive a emoção

Quero iluminar os olhos de quem vê

Uma paisagem em mim

Um sol sem fim

E um amor pra viver.

Quero ser uma carta de saudade

Com palavras sinceras

Sem maldade.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Eu gosto de fel

Gosto de sofrer

E de chorar

Mais sem derrubar meu céu

Eu gosto de sangrar

Assim aprendo a vida

Aprendo a amar

Aprendo a me virar

Gosto de pedras

Para algumas cair

Para outras, amar.

Eu gosto do teu beijo proibido

Do seu cheiro escondido

De baixo do meu cobertor

Menos tédio

E mais amor

Mais amor pra mim

Estou viciada

Frustrada com minh’alma

Que só quer saber de amar.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A canção é o que a alma clama em ouvir, em dias negros, e alegres.

Canção é quando um pequeno arrepio nasce na espinha, o espírito estremece, e você só encontra o chão depois que ela termina.

Canção é quando o coração expande seus horizontes em palavras, palavras rimadas, encaixadas com as batidas.

Ritmo do momento, em que se quer dizer, e musica expressa tudo o que vem arrecadado dentro de ti.

E se mistura no ar, com o passado e presente.

A musica é o que já foi, e o que é agora.

Traz uma lembrança doce.

Traz uma lembrança pra sempre.

domingo, 17 de outubro de 2010

Morte de amor dói.

Muitas vezes pensei em morrer, morrer de vagarinho, de tanto chorar, e cada pequena lagrima uma facada...

Morrer afogada no álcool, ser morta pelas brasas do cigarro que acendi naquela noite.

Morrer de morte dolorida.

Morte de amor, transbordada de ódio.

Morrer no escuro, tentando esquecer suas palavras.

- Oh, Coração descartável, que um dia morre.

domingo, 10 de outubro de 2010

Pequena dor de um amor sem fim.

Era sábado, à noite... não tínhamos mais nada alem do seu próprio quarto azul do mar, e nosso amor que preenchia todo aquele.

Não tínhamos emprego, casa própria, nem carteira de motorista.

Naquela noite de sábado, você olhou pra mim e disse:

- O que houve?

Eu respondi baixinho “Não sei”, mais na verdade eu sabia.

Perguntou intrigado novamente o que havia comigo.

Minha boca se enchia de palavras que eu tinha vontade de vomitar todas de uma vez.

- A culpa é do amor!

Amor é fazer almoço de domingo, dormir agarrado, e se emocionar com um ‘te amo’

Mas quando temos que ver a ida dessa pessoa, o amor é lagrimas, insegurança, e dor.

Dor de lembranças, dor de espera que nunca se acaba, dor de não ter mais com quem sonhar.

Dor de saudade, e dor de ausência.