Nunca quis tanto ser um papel Começar branco
E acabar no céu
Ser desenhada pelas mãos de santo
De inferno, só nos bancos
Mais jamais terminar em branco.
Ser desenhada grande ou pequena
Com amor nos dedos
Queria ser uma cena
Os pingos coloridos, tão cedo
Ser madrugada serena.
Quero ser as letras de uma canção
De um amor mal resolvido
Ou de pedaços de um coração
Serei assim absorvido
Todo o mal entendido
Da vida de quem vive a emoção
Quero iluminar os olhos de quem vê
Uma paisagem em mim
Um sol sem fim
E um amor pra viver.
Quero ser uma carta de saudade
Com palavras sinceras
Sem maldade.



