sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Parte I

Num pedaço de parede eu me resumo, eu fico parada. Recordei-me de uma vez que perguntaram em um de meus sonhos, o que era o amor. Respondi forçadamente, mais na verdade nunca soube explicar em nenhum de meus textos, nem a metade do que eu sentia quando estava amando. Permaneci sentada, com a cabeça encostada na parede branca, num daqueles dias meio branco também, de outono. Era mês de março, já tivera passado o natal, o ano novo, o carnaval. Apesar de eu ter uma paixão muito grande por dias assim, lembrei-me de uma historia de amor... Que eu vivi, e que a muito tempo não lembrava, infelizmente não teve um final feliz, nenhum final é feliz, isso só acontece em filmes, o fim de tudo é a morte. Quando você mata alguém dentro de você, e não quando a pessoa falece, porque o falecimento é o descanso de uma alma já rebatida, de pancadas da vida, já sofrida, já vivida, depois disso, sobra um jardim enorme, de tulipas púrpuras, cheia de lagrima de emoção, e com folhas de cristais, as pétalas são macias, como pêssego, como peles. Quando se deixa de amar, você estaciona seu semblante numa rua vazia, sem brigas de gatos, sem cachorro magro, sem bengala do velho, de olhos simpático.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Pegadas de um Aprendiz

Na vida acontece...

Acontece um caso, uma decepção, um amor.

Acontecem amizades... Daquelas de tomar banho de sol, chuva, lua, e álcool.

Na minha vida, particularmente adoro o gosto amargo do amor nos meus lábios.

Gosto do sabor picante da aventura de viver.

De ter com quem rir e chorar, tem sempre aquela pessoa que vive um tédio junto com o seu numa tarde de domingo.

Eu sou filha de carnaval, e nasci em dezembro mês do amor.

Por isso sou um pouco de cada. E muito de tudo.

Eu ando com os pés firmes no chão de terra e de mármore.

Eu tenho uma pessoa em quem confiar, e tenho outra pra me divertir.

Tenho uma pra me cansar, e tenho outra pra me amar.

Tenho um pra me tirar do chão, tenho uma pra gargalhar.

Tenho sinônimos de alegria, e tenho insônias de tristezas.

Eu sou pintada de branco da paz, e vermelho do amor.

Tenho um punhado de sonhos, e uma pitada de realidade.

Tenho pessoas boas, e ruins.

Tenho pessoas que me fazem chorar, minha grande parte de aprendiz se exala nelas.

Sou remedada de fios de fé pelas mãos mais divinas impossível.

Sou fotografia branca e preta, sépia, e multicolor.

Tenho pessoas que me praticaram.

Que me estudaram.

E esse velho coração que mora no meu lado esquerdo, serve pra pulsar por pessoas, todas de minha vida, que um dia pertenceram na minha historia dos avessos.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Ser

Um caminho mostra o quanto você deve seguir... Mais uma lagrima mostra o quanto você há de aprender O destino, de um passo a frente, muda sua vida mostra o quanto você tem que conhecer. Eu no canto da parede da morte, com meus pensamentos e coração intenso. Um sorriso mostra o quando a alegria E um beijo mostra o quanto à paixão Eu no canto da saudade esperando o amor me abraçar de novo. Bem lá na frente, pois meus pés têm chãos de liberdade para serem marchados com fé. Um abraço mostra o abrigo Mais um olhar mostra o semblante Eu voando sem asa no céu sem estrela Eu de sagitário, sem posse do mundo, com alma mal lavada olhando pro diabo, de joelhos diante dos anjos. Um colo mostra conforto E sonho mostra o quanto a vontade. Eu de coração só e sensível Eu descrevendo-me numa pagina em branco Eu sem dono Eu sem corte Eu sem sono Eu só Eu rodeada Eu com asa Eu amando.