sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Parte I
Num pedaço de parede eu me resumo, eu fico parada.
Recordei-me de uma vez que perguntaram em um de meus sonhos, o que era o amor.
Respondi forçadamente, mais na verdade nunca soube explicar em nenhum de meus textos, nem a metade do que eu sentia quando estava amando.
Permaneci sentada, com a cabeça encostada na parede branca, num daqueles dias meio branco também, de outono.
Era mês de março, já tivera passado o natal, o ano novo, o carnaval.
Apesar de eu ter uma paixão muito grande por dias assim, lembrei-me de uma historia de amor...
Que eu vivi, e que a muito tempo não lembrava, infelizmente não teve um final feliz, nenhum final é feliz, isso só acontece em filmes, o fim de tudo é a morte.
Quando você mata alguém dentro de você, e não quando a pessoa falece, porque o falecimento é o descanso de uma alma já rebatida, de pancadas da vida, já sofrida, já vivida, depois disso, sobra um jardim enorme, de tulipas púrpuras, cheia de lagrima de emoção, e com folhas de cristais, as pétalas são macias, como pêssego, como peles.
Quando se deixa de amar, você estaciona seu semblante numa rua vazia, sem brigas de gatos, sem cachorro magro, sem bengala do velho, de olhos simpático.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário