quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Dezembro de vinhos

Cada dia que passa, parece um só.
Parece o ultimo
de uma vida em pó
As tardes longas
e longe e longe
a linha do sol se indo
os dias correndo
mais um dia lindo
o sol já meu velho amigo
as vezes esconde-se em algum dia
numa terça, num domingo
cade vez mas perto
de mim
Querendo meu fim
E lua distante, sorri
Já querendo ser morta de sonhar
Em uma noite assim
Vale apena se apaixonar
Eu e você por entre os vinhos
Só querendo amar.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Lá vem ela, que brilha.

A vida passa

Passa tudo

Um dia criança

O outro adulto

Mas o que mais passa

É a juventude

Como se Deus levasse

Sem virtude.

Pois a juventude amada

Nunca calada

Às vezes brilha

Às vezes nada.

Ela esconde-se num sorriso

Onde que de longe

Já não se vê juízo

Mas pra que?

Se ela vem na passarela

Fingindo não dar trela

Para conselhos de gente tagarela

Quem vê de longe já percebe

As vezes chora, sofre

Mas pra esquecer bebe

Não se cansa de ter o eterno brilho

De ser jovem

Mesmo que

Um dia o tempo vem

Pois a juventude só é eterna

Pra quem nasceu como uma lanterna

Iluminando a escuridão que o mundo tem.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pequena rima para uma grande dor.

Me dói de tanto te querer

De não poder mais te ver

Mesmo que ainda não real

Seja la qual for o final

Continuo a doer.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Você em mim.

O silencio que ecoou em mim

Quando te vi passar

Já não é mais assim

Preencheu com um sorriso

E o eco lá longe foi morar

Hoje você aqui em mim

Esbarrando no meu coração

Toda sua voz, todo seu chão.

Mas preciso agora

Pedir-te pra me amar

Agradecer-te por insistir

Em mim

Que apesar de egoísta

Pedra dura

Insegura

Sem você, não quero existir.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Papel, cor, e amores.

Nunca quis tanto ser um papel

Começar branco

E acabar no céu

Ser desenhada pelas mãos de santo

De inferno, só nos bancos

Mais jamais terminar em branco.

Ser desenhada grande ou pequena

Com amor nos dedos

Queria ser uma cena

Os pingos coloridos, tão cedo

Ser madrugada serena.

Quero ser as letras de uma canção

De um amor mal resolvido

Ou de pedaços de um coração

Serei assim absorvido

Todo o mal entendido

Da vida de quem vive a emoção

Quero iluminar os olhos de quem vê

Uma paisagem em mim

Um sol sem fim

E um amor pra viver.

Quero ser uma carta de saudade

Com palavras sinceras

Sem maldade.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Eu gosto de fel

Gosto de sofrer

E de chorar

Mais sem derrubar meu céu

Eu gosto de sangrar

Assim aprendo a vida

Aprendo a amar

Aprendo a me virar

Gosto de pedras

Para algumas cair

Para outras, amar.

Eu gosto do teu beijo proibido

Do seu cheiro escondido

De baixo do meu cobertor

Menos tédio

E mais amor

Mais amor pra mim

Estou viciada

Frustrada com minh’alma

Que só quer saber de amar.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A canção é o que a alma clama em ouvir, em dias negros, e alegres.

Canção é quando um pequeno arrepio nasce na espinha, o espírito estremece, e você só encontra o chão depois que ela termina.

Canção é quando o coração expande seus horizontes em palavras, palavras rimadas, encaixadas com as batidas.

Ritmo do momento, em que se quer dizer, e musica expressa tudo o que vem arrecadado dentro de ti.

E se mistura no ar, com o passado e presente.

A musica é o que já foi, e o que é agora.

Traz uma lembrança doce.

Traz uma lembrança pra sempre.

domingo, 17 de outubro de 2010

Morte de amor dói.

Muitas vezes pensei em morrer, morrer de vagarinho, de tanto chorar, e cada pequena lagrima uma facada...

Morrer afogada no álcool, ser morta pelas brasas do cigarro que acendi naquela noite.

Morrer de morte dolorida.

Morte de amor, transbordada de ódio.

Morrer no escuro, tentando esquecer suas palavras.

- Oh, Coração descartável, que um dia morre.