quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tédio

Lá vem o tédio sem forças pra viver

Sem jinga, sem documento.

La vem o tédio sem saber

Que a felicidade não precisa de tormento

La vem... Sem hora marcada, sem tempo

La vem... A dor, o vazio, o nada

Vem junto com o vento

Vem descendo as escadas

O tédio mal arrumado

Com um embaraço no rosto

Sempre mal amado

Sempre o oposto

Lá vem... A exaustiva felicidade momentânea

Pisando no tempo

Deixando as flores insanas

Sem tempo, La vê o tédio, sem lamento;

domingo, 11 de abril de 2010

Sonhos

Vou esperar a madrugada chegar para minha alma apertar a sua como sonho bom que nunca acabou, vou espera a escuridão para provar que minha luz é maior. Que minha cama é o descanso para meu corpo, mais o descanso para minha alma é seu coração Meu bem, eis tarde demais, para olhos tão luminosos, diamantes negros. La no fundo um espelho, refletindo meu rosto, corre pra mim, mesmo que distante, corre pra mim mesmo sem saber o que dizer. Corre que me coração balança só de te ver. Eu te espero mesmo que só em sonhos, eu te quero mesmo que irreal. Venha pra perto, chegue mais. Veja os detalhes dessa noite clara, tira minha roupa como se eu fosse morrer de amor. Diga-me ‘pra sempre’, mesmo que o tempo desvie tuas palavras doces... ao pé do ouvido. Me queira pra sempre, mesmo que só em sonhos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Já não sei o que me congela; O inverno Ou um coração sem porta e janela. Não me gusta te querer tanto Deixar seu vel da saudade em mim Já nem sei o quanto As noites caem assim Busquei-me em todos os cantos Mais só me encontrei em mim Fiz promessas para todos os santos Para que não fosse triste o fim. E como um pensamento pesado Te vejo na raiva e no amor Nem futuro nem passado Vai trazer intenso ardor. o sol que queima a estrada despertou-me o valor das coisa simples e calada que derreteu o meu rancor.