domingo, 21 de junho de 2009

Ontem

Lembro-me bem, mesmo que há muito. Os teus lábios nos meus como veludo Sentia o calor, o cobertor, e o tempo mudo Gostava das luzes coladas no céu marinho Das notas musicais que hoje trago tatuada Não prefiro a razão no apagar do sol Como se tudo não bastasse, amada Tudo não bastou, espalhei-o tudo a imensidão E recolhi o passado do chão Lavei-o com minhas lagrimas cristalinas Onde em cada gota está a saudade Tão inconsciente o destino de separar Alma tão inocente que caiu na pura tentação, e a se odiar Vive pedindo colo para os descontentes que achar A solução dos meus sonhos está na tua língua Que me alimenta de veneno, forte e lento Sinto minhas mãos trêmulas ao te ver passar Com o seu mesmo brilho E por um momento te vejo me desviar E em outros braços te encontro a se acariciar Tão besta a realidade de nos prender em um abismo Você pode amar os outros corações encontrados nas madrugadas Mas o laço entre nos não se deslaça.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Inapagável

Destinos Traçados com giz, cor por cor... Ela tinha tudo e mais, e ainda não se sentia satisfeita, cansada da escola, da rotina, da dor de cabeça, queria e queria. Deitava na rede, escutava uma canção que poucos sentiam... Sol de uma tarde fria queria também se igualar a isso. Porque seria tão difícil desejar alguém que te deseje? Todos seus pensamentos viravam de ponta cabeça e se reviravam no ar. A carência é contra o orgulho, ninguém quer assumi-la e todos já sentiram e sentirão. Isso prova que precisamos de amor. Pensava, pensava e pensava. Pegava as palavras do ar e fazia um quebra cabeça. O vazio era imenso, mais a vontade de viver era maior, lutava contra as memórias frágeis que fugiam da sua realidade, as dores de um dia como esse. Sorri é uma forma de se expressar pro mundo, e sentir é uma coisa pra se expressar por dentro, na alma. Ela balançava, vento sobre os cabelos cor de vinho. Álcool que me preenchia por alguns minutos insuficientes, pra ter alguém até a morte. Destinos na palma da mão, sem saber o fim disso, sem saber as flores que nasceram e morrerão. Memórias que brotaram e desapareceram. Sentia-se culpada, por não saber mandar em seus sentimentos afiados.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Novela

Novelas da vida, engulo o meu fel quieta.

Quero morrer de amor até que ele ainda exista, quero curar o ódio antes mesmo dele se camuflar! Quando bate o vento, parece a poeira se levantar,passando por uma serie de senas branco e preto. Corri na rua escura, comprei alguns cigarros apesar de odiar, naquele bar que sempre ia nos últimos dias, afinal o ódio só tomava conta. - Qual cor de isqueiro você prefere garota? - O vermelho me serve! -Combina com os seus cabelos – disse o velho, dono do pequeno bar. Afinal era a única cor que não me lembrava cinza era vermelho, e pra mim representava um coração inteiro, sem pedaços por hoje.

Sentei em uma mureta com alguns desenhos de rostos, acendi o cigarro, eu odiava o cheiro, uma lagrima rolou caiu em cima do isqueiro vermelho, enxuguei-a, foi só uma! As brasas queimavam, não podia ver a fumaça, sereno, acabei o cigarro continuei caminhando.

Sem perceber soltei um riso tristonho, sem inspiração alguma, voltei pra casa mãe e pai brigados, silencio deitei sobre minhas pelúcias, outra lagrima caiu, ouvia o barulho do relógio de ponteiro lentamente, e então já não me via mais acordada.