segunda-feira, 8 de junho de 2009
Inapagável
Destinos Traçados com giz, cor por cor...
Ela tinha tudo e mais, e ainda não se sentia satisfeita, cansada da escola, da rotina, da dor de cabeça, queria e queria.
Deitava na rede, escutava uma canção que poucos sentiam... Sol de uma tarde fria queria também se igualar a isso. Porque seria tão difícil desejar alguém que te deseje? Todos seus pensamentos viravam de ponta cabeça e se reviravam no ar. A carência é contra o orgulho, ninguém quer assumi-la e todos já sentiram e sentirão. Isso prova que precisamos de amor. Pensava, pensava e pensava. Pegava as palavras do ar e fazia um quebra cabeça.
O vazio era imenso, mais a vontade de viver era maior, lutava contra as memórias frágeis que fugiam da sua realidade, as dores de um dia como esse. Sorri é uma forma de se expressar pro mundo, e sentir é uma coisa pra se expressar por dentro, na alma.
Ela balançava, vento sobre os cabelos cor de vinho. Álcool que me preenchia por alguns minutos insuficientes, pra ter alguém até a morte.
Destinos na palma da mão, sem saber o fim disso, sem saber as flores que nasceram e morrerão. Memórias que brotaram e desapareceram.
Sentia-se culpada, por não saber mandar em seus sentimentos afiados.
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