Grande porte da nação
Grande terra amada
Com miséria, poluição
Ô pátria querida
Onde hoje me abriga
Mas me cobra até comida,
Das arvores dessa imensidão
Quase verde e quase puros
Mas nunca maduros
Para mascara cair ao chão
Ô tão bela terra
Porque deixas habitares tão podres humanos?
Não mereces a flor que flora
No jardim que hoje chora
Implorando gotas de água
Que tu jogas fora
Menino, com arma na mão
Já aprendeu como se faz
E se mira certo ou não...
Tanto faz
Já nasceu com a morte ao lado
Nem sabe o que é paz.
Na parte nobre abriga-se a cegueira
Fingindo não ver nem a beira
De tamanha pobreza
Da vida ninguém sai vivo
Ninguém escapa
Nem da morte a esperteza
Habita-te poucas e boas pessoas
Que vive com humildade amarrada na beleza
De tudo que é pouco e simples
Porque o sinônimo de felicidade nunca foi MUITO
Habita-te quem conheceu o amor
Quem tem garras firmes, para ajudar o ruim
Dessas reviravoltas
Que sempre dão o mesmo fim.