terça-feira, 31 de maio de 2011

Eu não sabia ao certo o que era aquele oco dentro de mim. Não naquele momento.

Não naquele exato lugar.

As pessoas vinham até mim com flores, com cheiro e cores diferentes, algumas com espinhos, outras não.

Confesso, que as com espinho são as mais doloridas, porem as mais bonitas, trazem consigo a lição de amar.

Talvez eu não saiba o que é o amor ainda, mas posso lhe dizer que tenho um buquê de flores, uma de cada jeito, algumas mortas, outras murchas e outras mais vivas do que nunca.

Olhando no meu interior descobri que somos um jardim imenso, e as rosas lembranças de todos que se passaram.

Quando nosso corpo enfim estiver em paz, nossa alma terá que estar mais florida do que nunca.

Pois nossa missão no mundo, é cuidar das rosas, para que o jardim fique bonito, e a vida não passe em branco.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Arranha-céu

Quando chegara na cidade, ficou encantada. Seus olhos brilhavam e refletiam os arranhas-céus que haviam á sua frente, por todo o lado.

Via as luzes, os carros, as casas, algumas pessoas falando no celular com pressa de tudo, como se a vida passasse uma rasteira nelas.

O seus gestos eram pequenos diante de uma imensidão de rótulos, de comércios, marcas, tudo que de alguma forma tiravam o dinheiro das pessoas.

Mas pra que guardar dinheiro não é?

Um papelzinho que compra coisas.

Como pode um homem, supostamente inteligente que cursou uma faculdade boa, bem sucedido, achar mesmo que esse papel compra a felicidade, na verdade é tão burro quanto o papel, por sinal pior, pois o dinheiro que comanda ele como se fosse escravo.

E os sentimentos? Onde estão?

Precisamos de mais pessoas que sintam, que busque pela paz, pelo amor, isso sim é extenso, é grande, isso é coisa de gente grande, e não gente pequena vazia, tentando se preencher com grana.

As pessoas...

A pequena garota diante de uma imensidão daquela, tão pouco sabia sobre a mídia.

Vinha de uma cidade pequena do interior de MG.

No outdoor rostos e corpos bonitos, mascarando uma tristeza que todo mundo sente num domingo vazio, com passaros no céu, com lágrimas no travesseiro.

Tão pouco sabia do que aquelas pessoas eram capazes...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Desculpa mundo se eu nasci assim

Um poeta meio do avesso

Um pouco afim

De ser travesso

Desculpa mundo por ser assim

Um pouco sentimental demais

Pra entender o que se passa no fim.

Desculpa mundo

Sou um pouco de tudo

E tudo que eu sinto

É profundo

Desculpa mundo

Por não usar o racional

Ser palhaço de um tal de amor

Pois prefiro usar o emocional.

Desculpa mundo

Minha vontade de gritar

Pois suas pessoas

Não sabem mais amar.

domingo, 8 de maio de 2011

"Perdi-me muitas vezes pelo mar Com o ouvido cheio de flores recem-cortadas Com a lingua, cheia de amor e de agonia Muitas vezes me perdi pelo mar Como me perco no coração de alguns meninos

Porque as rosas buscam em frente Uma dura paisagem de osso E as mão do homem não tem mais sentido Que imitar as raízes sobre a terra Como me perco no coração de alguns meninos

Perdi-me muitas vezes pelo mar Ignorante da água Vou buscando uma morte de luz que me consuma."

Federico Garcia Lorca