Quando chegara na cidade, ficou encantada. Seus olhos brilhavam e refletiam os arranhas-céus que haviam á sua frente, por todo o lado.
Via as luzes, os carros, as casas, algumas pessoas falando no celular com pressa de tudo, como se a vida passasse uma rasteira nelas.
O seus gestos eram pequenos diante de uma imensidão de rótulos, de comércios, marcas, tudo que de alguma forma tiravam o dinheiro das pessoas.
Mas pra que guardar dinheiro não é?
Um papelzinho que compra coisas.
Como pode um homem, supostamente inteligente que cursou uma faculdade boa, bem sucedido, achar mesmo que esse papel compra a felicidade, na verdade é tão burro quanto o papel, por sinal pior, pois o dinheiro que comanda ele como se fosse escravo.
E os sentimentos? Onde estão?
Precisamos de mais pessoas que sintam, que busque pela paz, pelo amor, isso sim é extenso, é grande, isso é coisa de gente grande, e não gente pequena vazia, tentando se preencher com grana.
As pessoas...
A pequena garota diante de uma imensidão daquela, tão pouco sabia sobre a mídia.
Vinha de uma cidade pequena do interior de MG.
No outdoor rostos e corpos bonitos, mascarando uma tristeza que todo mundo sente num domingo vazio, com passaros no céu, com lágrimas no travesseiro.
Tão pouco sabia do que aquelas pessoas eram capazes...
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