Novelas da vida, engulo o meu fel quieta.
Quero morrer de amor até que ele ainda exista, quero curar o ódio antes mesmo dele se camuflar! Quando bate o vento, parece a poeira se levantar,passando por uma serie de senas branco e preto. Corri na rua escura, comprei alguns cigarros apesar de odiar, naquele bar que sempre ia nos últimos dias, afinal o ódio só tomava conta. - Qual cor de isqueiro você prefere garota? - O vermelho me serve! -Combina com os seus cabelos – disse o velho, dono do pequeno bar. Afinal era a única cor que não me lembrava cinza era vermelho, e pra mim representava um coração inteiro, sem pedaços por hoje.
Sentei em uma mureta com alguns desenhos de rostos, acendi o cigarro, eu odiava o cheiro, uma lagrima rolou caiu em cima do isqueiro vermelho, enxuguei-a, foi só uma! As brasas queimavam, não podia ver a fumaça, sereno, acabei o cigarro continuei caminhando.
Sem perceber soltei um riso tristonho, sem inspiração alguma, voltei pra casa mãe e pai brigados, silencio deitei sobre minhas pelúcias, outra lagrima caiu, ouvia o barulho do relógio de ponteiro lentamente, e então já não me via mais acordada.
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