Era sábado, à noite... não tínhamos mais nada alem do seu próprio quarto azul do mar, e nosso amor que preenchia todo aquele.
Não tínhamos emprego, casa própria, nem carteira de motorista.
Naquela noite de sábado, você olhou pra mim e disse:
- O que houve?
Eu respondi baixinho “Não sei”, mais na verdade eu sabia.
Perguntou intrigado novamente o que havia comigo.
Minha boca se enchia de palavras que eu tinha vontade de vomitar todas de uma vez.
- A culpa é do amor!
Amor é fazer almoço de domingo, dormir agarrado, e se emocionar com um ‘te amo’
Mas quando temos que ver a ida dessa pessoa, o amor é lagrimas, insegurança, e dor.
Dor de lembranças, dor de espera que nunca se acaba, dor de não ter mais com quem sonhar.
Dor de saudade, e dor de ausência.
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