quinta-feira, 10 de janeiro de 2013





A vida tão frágil, 
Flutuando nas margens de agosto;
O horizonte tão bonito
Não mais que o teu rosto...

Parei meu meu olhar sobre ti
Que se punha a deitar na grama
Esperando uma dama
Chamada lua,
Com sua fase mais charmosa
E no céu tão espaçosa
Fazia a noite calar
Para quem tivesse quem amar

A madrugada já vem...
Meu bem,
Saia da grama
Que vou te esperar na cama
Não sei se eu serei dama
Igual a lua no céu, comportada
Mas darei minha cara a tapa
Para o que você quiser de mim
Terminamos a noite assim...
Deixando a lua para quem sabe amar
E a cama para quem sabe dar.

Então, me faça sentir
Todas as fases da lua
Me deixa ser sua
Mesmo que mentir
Pois tenho fome do que me tira do chão
E do que tenho em minhas mãos.

E no dia seguinte
O vinho derramado
O coração oco de amor
O cobertor jogado
Cigarros apagados
E uma fotografia
Da lua que agora se encontra do outro lado.

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