quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Postes Apagados

Eu não sei o resultado da droga do amor, que uma hora se prende a mim, e outra se solta. Não sei se ele é o nó em minha garganta. Se é as lagrimas que derrubo por não saber, Onde foi que eu errei? Não sei se ele é o meu coração partido em pedaços. Não sei se é o desespero de dependência de um outro ser. Não sei se é a tarde amarga debaixo das cobertas. Ou se é a solidão dividida ao meio. Não sei se é o por-do-sol. Se é a presença. A claridade. O carinho. As palavras. A esperança. Um dia se passou de muitos outros, e um dia tudo se torna lembranças. Não sei se ele é a igualdade, e a cumplicidade. Se é o ciúmes que toma conta. Dormir entrelaçados entre a linha do destino. Observar o quanto é importante. Ou ver o tempo passar sem querer num doce sonho. Chorar de amor e ódio. Colocar xilocaina no coração. Fazer piquenique. Rir das nuvens. O que realmente é o amor? Sera que valeria apena esperar ele num banco de cadeados? Ou esquecer e deixar que ele venha até voce com um doce sorriso de perdão? Procurar? Ou ser procurada? Um dia o amor se vai.. junto com o ódio e eis de atormentar alguém, como eu, frágil, que morre de rir com caretas, e morre de chorar com uma rosa. Que ri quando está acompanhada, e chora quando está com saudade, que senta no banco da vida, que se emociona com uma canção de amor, que gosta de ser artista, calar o amor na bebida, que procura a felicidade, que sonha com um jardim cheio de crianças, que chora com palavras. Que vive no silencio de uma vida sozinha, apreciando o sol, que sempre volta no dia seguinte.

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