quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Novembro

Hoje é Novembro, quase fim de mês, quase fim de ano, e pela primeira vez senti uma saudade saudável sua.

Não era aquela saudade reprimida, dolorida, e possessiva, que eu costumava ter, e junto dela o gosto amargo dos dias longos, que demoravam anos.

Era a saudade mais angustiante que alguém podia ter, era um vazio imenso que se encaixava exatamente ao seu sorriso. E eu não podia olhar em nenhum canto da casa que me lembrasse você, nenhum lugar que já tínhamos ido, nenhuma foto sua, doía tanto.

Hoje sem querer, eu peguei a caixa que você me deu e nela tinha algumas cartas, fotos, lembranças que antes me faziam chorar, e hoje me fazem sorrir, por que eu sei que no fundo valeu a pena. Me tornei uma pessoa mais forte, e a culpa foi sua, por muitas vezes ter me deixado no meio do caminho, ou sem explicações nenhuma ir embora, e me deixar. E foi me deixando que eu aprendi a te deixar, depois de muitas noites sozinha sentindo essa saudade absurda e amarga. Depois de muito tempo, eu to leve, to feliz, to com fé.

E sabe aquela aquela frase: “Depois da tempestade, vem o arco-íris” ?

Venho acreditando cada vez mais nela. A vida tem me proporcionado momentos extremamente especiais depois que você me deixou, a vida te levou de mim, e trouxe milhares de coisas, muito mais brilhantes e mais bonitas

Encerro está carta, com um pedido de agradecimento “Obrigada por me deixar”.

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