segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um monstro dentro de mim

Janeiro, fevereiro, março, abril, maio... Meu calendário de dias vividos, festas iluminadas, e escuras, homens descartáveis. Meu espírito não suporta isso, meu corpo pede mais... Meu espírito não suporta a dor que carrego de um amor apenas, meu coração explode de paixão e desejo. Acordei. Mais um dia com dor de cabeça, minhas pernas moles, meu coração partido, lápis borrado nos olhos. No jornal sempre as mesmas desgraças, gentes hipócritas, e drogados acidentados, casamento. Eu e você, você eu, ninguém mais nessa historia, eu e você éramos a carta, o coração pulando alto. Era o olhar, era o passo maior que a perna, a noite estrelada. Eu era o quarto escuro, e você era o silencio que me completava. Amor sem fundo. Acordei. Ontem eu quis chorar sua ausência, tapar seu riso da minha cabeça, enxugar a solidão do meu coração. Mais hoje, eu acordei com vontade de amar a vida, amar eu, acordei com vontade de sentar na beira do mar, contemplar o mundo, olhar as aves voado, perder o sentido. Vi o sorriso da criança, o velho de bengala. Vi conchas, vi destinos, vi amores jurados pra sempre. Vi fotos antigas, vi tesouros, vi a amizade pulando de alegria. V o entardecer. Acordei. Vi você caminhando em direção a mim.

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